29.11.14

Villa la Angostura (Neuquén) - Argentina (eu fui)

Foto: Marina Aguiar

Depois de muito tempo sem aparecer por aqui venho falar de um lugar muito lindo e onde estive recentemente, inaugurando a nova tag do blog: eu fui.

Villa la Angostura é um daqueles lugares que a gente vê e logo se pergunta: Onde é isso??
A primeira vez que ouvi falar de lá foi naquela época que o vulcão chileno Puyehue entrou em erupção e encheu a região de cinzas. Logo pensei: Um dia vou conhecer esse lugar, e graças à Deus o desejo foi realizado.


 Estrada para Villa la Angostura
Foto: Marina Aguiar

Localizada na província de Neuquén, no sul da Argentina, a vila é bem pequena, com população de menos de 15 mil habitantes. Uma das aldeias mais bonitas da região, o local é conhecido como Jardim da Patagônia.

Foto: Nicolás Lope de Barrios


Muito mais charmosa e romântica que suas famosas vizinhas Bariloche (83 km de distância) e San Martin de los Andes (110 km) a vila recebe turistas tanto durante o inverno como no verão. No meio do caminho entre as duas cidades, Villa la Angostura faz parte da Rota dos Sete Lagos, um passei muito famoso com paisagens incríveis.


Foto: Marina Aguiar

À beira do Lago Nahuel Huapi (o mesmo de Bariloche), durante o verão são muito comuns os esportes aquáticos, passeios de barco e caminhadas pelas diversas trilhas. Há muitas rotas para quem gosta de andar de bicicleta e a pesca também é atividade bem comum nessa época do ano.

Foto: Dauro Veras

Durante o inverno os turistas buscam um destino certo, a estação de esqui de Cerro Bayo. Localizada a apenas 10 km da vila Cerro Bayo é uma estação de esqui procurada por turistas que não gostam da grande quantidade de turistas das estações de esqui maiores e, apesar de ser pequena, Cerro Bayo não deixa a desejar. Com 23 pistas é um local perfeito tanto para iniciantes como para esquiadores experientes.


Estação de Cerro Bayo

Outro atrativo muito famoso no local é o Bosque de Arrayanes. Muitas pessoas saem de Bariloche especialmente para conhecer o local, já que dizem que o cenário inspirou Walt Disney na criação do cenário de Bambi.

Bosque de Arrayanes
Foto: Matías Callone



Como chegar
A melhor forma de chegar é passando por Bariloche, onde há um aeroporto.
Estávamos hospedados em Bariloche e alugamos um carro para conhecer a vila. Durante os meses de inverno é importante tomar muito cuidado na estrada, já que muitas vezes o clima frio cria uma pequena camada de gelo em cima do asfalto, o que pode ser um perigo, já que é bem escorregadio.
Também é possível ir de ônibus. Há uma rota com diversos horários saindo de Bariloche. O único problema em ir de ônibus é a impossibilidade de parar para tirar fotos.

Foto: Marina Aguiar


A estrada entre Bariloche e Villa la Angostura é a estrada mais linda que já vi! Durante o passeio paramos diversas vezes para fotografar a linda paisagem.


Foto: Marina Aguiar


Perdição

Assim como em Bariloche e em toda a região, é muito fácil encontrar os deliciosos chocolates patagônicos. É possível encontrá-los em caixas já montadas ou comprá-los nos peso, e são muitas as opções expostas no balcão. 5kg adquiridos sem muito esforço (risos).


Chocolates!!! 
(esta foto tirei da internet, foi tirada em Bariloche, mas lá há lojas que vendem do mesmo jeito)
Foto: Uncornered Market

Dica
Quando fomos ainda não havia começado a temporada de esqui e muitas das lojas e restaurantes de encontravam fechadas. Paramos para almoçar em restaurante chamado Placido (dentro de uma galeria da rua principal). Não me lembro o que comemos, mas a salada foi uma das melhores que já comi (folhas com lascas de parmesão).


Foto: Marina Aguiar


Escolhemos essa vila para conhecer no Dia dos Namorados. E foi a escolha perfeita, já que é um local lindo e charmoso. Pena que muitas lojas estavam fechadas, sendo assim o destino volta para a lista de desejos, só que agora no verão. :)


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Fonte:

28.7.14

Garmisch-Partenkirchen (Bavaria) - Alemanha

Foto: Brad Hays

Escondida nas montanhas da Alemanha, essa pequena vila de pouco mais de 25 mil habitantes era inicialmente 2 vilas, que foram obrigadas a se unirem em 1935 para sediar os Jogos Olímpicos de Inverno de 1936, tornando-se então um charmoso destino de inverno.


Foto: Stefan Gerzoskovitz

Localizada a 90 km de Munique, lá se encontra Zugspitze, a montanha mais alta da Alemanha, com 2.962 metros de altura. Com 7 meses de neve por ano o local é perfeito para praticar esportes de inverno.


Foto: Walter Storto

Para quem não gosta de frio uma ótima opção é visitar a cidade no verão. São diversas trilhas com paisagens de tirar o fôlego, estradinhas que convidam a dar um passeio de bicicleta, ou até mesmo o centrinho, que merece uma bela apreciada. Há diversos cafés, lojinhas e restaurantes na área conhecida como Füßgängerzone, uma palavra em alemão que significa área para pedestres.


Foto: Fritz Mader

No topo da montanha há diversos pontos de observação onde é possível ver muitas montanhas e lagos. Lá também se encontram dois restaurantes, SonnAlpin e Gipfelalm, além de lojas de souvenir.


Foto: autor desconhecido

Para quem gosta de festa a época certa para visitar o local é o meio do ano. Cada uma das duas partes da vila possui sua própria festa, Festwoche, sendo a de Garmisch na última semana de julho e a de Partenkirchen na primeira semana de agosto. Durante esse período a cidade se enche de pessoas fantasiadas celebrando suas tradições com muita dança, música, comidas e cerveja.


Foto: Michael Dailey

 Para chegar a esse paraíso é possível ir de carro ou de trem. A viagem saindo de Munique leva em média 1 hora de carro ou 1:25 de trem. Há trens saindo de hora em hora.


 Foto: autor desconhecido

As duas partes da cidade, Garmisch e Partenkirchen ficam separadas por uma estação de trem e um rio e, apesar de terem sido unidas, cada parte conserva suas peculiaridades. Partenkirchen é a mais velha entre elas e possui características mais clássicas e é mais calma. Já Garmisch possui uma noite mais agitada e barzinhos e restaurantes mais modernos.


Foto: Nicole

Para amantes do inverno ou do verão, para quem gosta de locais charmosos e calmos ou para quem gosta de noites agitadas, Garmisch-Partenkirchen com certeza vale a visita.



 Fonte:

10.3.13

Hameau de la Reine, Marie Antoinette’s Village ou Vila de Maria Antonieta (Versalhes) - França

Foto: Daderot
Maison de la Reine

Estava eu futilizando pela internet quando me deparei com uma vila de filme e, ao ver o nome, me lembrei da Vila de Maria Antonieta no filme de mesmo nome. Fiquei encantada com o lugar e resolvi dividir com todos aqui no blog.

Casa do Moinho

Nascida na Áustria com o nome Maria Antônia, aos 14 anos casou-se com o então delfim da França, Luís XVI, quando passou a se chamar Maria Antonieta (Marie Antoinette em francês). Em 1775 ganhou de seu marido o palácio Petit Trianon - nos arredores do Palácio de Versalhes, onde passou a morar no fim de 1778.

Foto: Bora Gurel
Casa do Moinho

Entre 1782 e 1783, cansada das confusões e das intrigas da corte, tanto no Palácio de Versalhes como no Petit Trianon, pediu ao arquiteto Richard Mique e ao pintor da corte Hubert Robert que criassem uma vila que lembrasse sua infância na Áustria. A vila foi construída nos jardins do Palácio de Versalhes, perto do Petit Trianon, e ficou conhecida como Hameau de la Reine.

Foto: Starus
Pombal

A ideia foi inspirada pelo Hameau de Chantilly, uma vila criada nos arredores do Castelo de Chantilly alguns anos antes (1775). Um de seus maiores objetivos foi dar um ar rural aos arredores do Petit Trianon, e fingir que este se encontrava no campo, e não nos jardins do Palácio de Versalhes.


Maison de la Reine

A vila foi construída para que a rainha pudesse levar uma vida tranquila e longe da realidade. Ali foram erguidas 12 cabanas, 5 reservadas para a rainha e as outras 7 para as atividades da fazenda. A maior cabana - Maison de la Reine - era a casa da rainha, e possuía uma ligação para sua sala de jogos.

Foto: Moonik
Maison de la Reine

A casa da rainha e o salão de jogos ficam localizados no centro da aldeia. Dali a rainha podia facilmente controlar o trabalho de todos dentro da vila.



A vila era totalmente fechada por cercas e muros, apenas pessoas íntimas da rainha eram autorizadas a entrar. Ali ela levava uma vida de camponesa, ordenhando vacas e ovelhas que eram cuidadosamente mantidas e limpas por seus servos.

Foto: Boraam Lee
Maison de la Reine

 Além das casas foram construídos lagos, hortas e pomares. A vida ali não era nada ruim, já que oferecia à rainha muitas coisas boas que uma fazenda pode oferecer, porém sem as sujeiras e incertezas da vida no campo àquela época.


Apesar de sua aparência idílica, a aldeia era uma fazenda real, totalmente gerenciada por um agricultor nomeado pela rainha. Possuía vinhas, campos, pomares e hortas que produzem frutas e hortaliças consumidas na mesa real.

Foto: t_rex8

A fazenda produzia leite e ovos para a rainha, possuía ainda um laticínio, um pombal, uma pequena vinícola, celeiro, moinho, e até uma torre em formato de farol. Cada edifício era decorado com uma horta, um jardim ou então flores. 

Foto: Starus
Réchauffoir

A sala de aquecimento ficava nos fundos da casa da rainha. Ali ficavam uma cozinha, uma padaria, uma lareira e a despensa. As comidas que a rainha servia eram preparadas nessa casa.


Na fábrica de laticínios (ao lado do "farol") eram produzidos queijos e cremes. Era ali também que o leite era desnatado e a manteiga feita. Já o "farol" servia como depósito.

Foto: Arnaud 25
Torre em formato de farol e fábrica de laticínios

Foto: Starus
Sala onde a rainha provava os laticínios produzidos na fazenda - toda coberta de mármore.

Apesar de levar uma vida simples, ordenhando vacas e usando roupas de camponesas, no que diz respeito ao interior das construções, não havia nada de simples. O interior das casas, assim como os utensílios do dia a dia utilizados por ela eram super confortáveis e cheios de luxo, como ela e suas amas eram acostumadas.

Foto: ?
Balde utilizado por Maria Antonieta para ordenhar vacas.


A rainha possuía um edifício só para se trocar, o Boudoir.
Foto: Starus
Boudoir

Foto: Starus
Casa do caseiro

Foto: Starus


Abandonado na época da Revolução Francesa, o local ficou esquecido até a década de 1990, quando foi renovado e aberto ao público. Não é possível visitar o interior das casas, mas o passeio ao redor delas já vale a visita.

Para quem estiver cansado ou apenas com pouco tempo, há um trem que roda dentro da propriedade, facilitando a vida de quem quer visitar não só o Palácio de Versalhes, mas também o Petit Trianon e a Hameau de la Reine.


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Fonte:

16.2.13

Frigiliana (Málaga) - Espanha

Foto: Alexa

Boa tarde pessoal,
enfim de volta ao blog.
Estudo pra concurso, então não tem sobrado muito tempo pro blog, mas vou tentar postar mais vezes :)


Depois de um longo e quente verão volto a escrever sobre uma cidade pequenininha, tema inicial do blog e que tento manter na medida do possível.


Com menos de 3 mil habitantes, nossa vila de hoje é Frigiliana, um pequeno município de apenas 41 quilômetros quadrados, localizado no sul da Espanha.
Conhecida como "White Villages", lembra um pouco algumas ilhas gregas, com casas caiadas espalhadas em direção ao topo do morro.

Foto: rewardly

É lá no topo desses morros que se localiza o chamado "El Fuerte", lugar onde houve uma sangrenta batalha entre mouros e espanhóis, em 1569. Segundo historiadores, El Fuerte possui até hoje armas enferrujadas e ossos mortais dos mouros misturados entre o matagal. O que se sabe é que os mouros se recusaram a serem mortos pelos espanhóis e se jogaram lá de cima.


Eleita "a mais bonita aldeia na Andaluzia" por autoridades de turismo da Espanha, Frigiliana começa o ano com status de importante destino turístico, tendo sido escolhida, ao lado de importantes cidades espanholas, como cenário para a campanha da  câmera fotográfica power shot N, da marca japonesa Canon.

Fotos da campanha, clique AQUI.
Vídeo da campanha, clique AQUI.


Foto: Azureisle

 
Foto: Tim Caynes                                                     Foto: César Rubio      

O antigo centro histórico de Frigiliana, com características mouras, é um emaranhado de ruas e becos estreitos e sinuosos. A maioria das ruas é íngreme, portanto, o melhor jeito de conhecer a cidade é andando com calçados confortáveis. Haja fôlego!

Foto: Simon

Passeando pela cidade você irá se cansar com certeza, mas o esforço vale à pena, pegue sua máquina fotográfica e voilá. A monotonia das casas brancas e das ruas de pedras cinzas é quebrada por flores e plantas, muitas flores e plantas! Na maioria das ruas vasos de plantas e flores de tons vibrantes são presenças constantes.

 
Foto: Scotwriter                                        Foto: Robert Hagen

Não tenha medo de "desbravar" a cidade, muitas ruas pequenas e estreitas, ou até mesmo becos escuros, muitas vezes levam a bares e restaurantes.


No fim de agosto acontece o Festival das 3 culturas (devido à influência das culturas árabe, judia e cristã ao longo de sua história), que conta com apresentações musicais, palestras, eventos gastronômicos, além de atividades nas ruas, como danças, teatro, passeatas e jogos.

Fotos: Steve Wake


Como não podem faltar em nenhuma cidade turística, as lojinhas se espalham por todos os lados, oferecendo diferentes tipos de artesanatos. Aproveite os momentos de descanso para visitá-las e conhecer o artesanato local. As cerâmicas produzidas na vila são muito bem recomendadas.




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Fonte: