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10.3.13

Hameau de la Reine, Marie Antoinette’s Village ou Vila de Maria Antonieta (Versalhes) - França

Foto: Daderot
Maison de la Reine

Estava eu futilizando pela internet quando me deparei com uma vila de filme e, ao ver o nome, me lembrei da Vila de Maria Antonieta no filme de mesmo nome. Fiquei encantada com o lugar e resolvi dividir com todos aqui no blog.

Casa do Moinho

Nascida na Áustria com o nome Maria Antônia, aos 14 anos casou-se com o então delfim da França, Luís XVI, quando passou a se chamar Maria Antonieta (Marie Antoinette em francês). Em 1775 ganhou de seu marido o palácio Petit Trianon - nos arredores do Palácio de Versalhes, onde passou a morar no fim de 1778.

Foto: Bora Gurel
Casa do Moinho

Entre 1782 e 1783, cansada das confusões e das intrigas da corte, tanto no Palácio de Versalhes como no Petit Trianon, pediu ao arquiteto Richard Mique e ao pintor da corte Hubert Robert que criassem uma vila que lembrasse sua infância na Áustria. A vila foi construída nos jardins do Palácio de Versalhes, perto do Petit Trianon, e ficou conhecida como Hameau de la Reine.

Foto: Starus
Pombal

A ideia foi inspirada pelo Hameau de Chantilly, uma vila criada nos arredores do Castelo de Chantilly alguns anos antes (1775). Um de seus maiores objetivos foi dar um ar rural aos arredores do Petit Trianon, e fingir que este se encontrava no campo, e não nos jardins do Palácio de Versalhes.


Maison de la Reine

A vila foi construída para que a rainha pudesse levar uma vida tranquila e longe da realidade. Ali foram erguidas 12 cabanas, 5 reservadas para a rainha e as outras 7 para as atividades da fazenda. A maior cabana - Maison de la Reine - era a casa da rainha, e possuía uma ligação para sua sala de jogos.

Foto: Moonik
Maison de la Reine

A casa da rainha e o salão de jogos ficam localizados no centro da aldeia. Dali a rainha podia facilmente controlar o trabalho de todos dentro da vila.



A vila era totalmente fechada por cercas e muros, apenas pessoas íntimas da rainha eram autorizadas a entrar. Ali ela levava uma vida de camponesa, ordenhando vacas e ovelhas que eram cuidadosamente mantidas e limpas por seus servos.

Foto: Boraam Lee
Maison de la Reine

 Além das casas foram construídos lagos, hortas e pomares. A vida ali não era nada ruim, já que oferecia à rainha muitas coisas boas que uma fazenda pode oferecer, porém sem as sujeiras e incertezas da vida no campo àquela época.


Apesar de sua aparência idílica, a aldeia era uma fazenda real, totalmente gerenciada por um agricultor nomeado pela rainha. Possuía vinhas, campos, pomares e hortas que produzem frutas e hortaliças consumidas na mesa real.

Foto: t_rex8

A fazenda produzia leite e ovos para a rainha, possuía ainda um laticínio, um pombal, uma pequena vinícola, celeiro, moinho, e até uma torre em formato de farol. Cada edifício era decorado com uma horta, um jardim ou então flores. 

Foto: Starus
Réchauffoir

A sala de aquecimento ficava nos fundos da casa da rainha. Ali ficavam uma cozinha, uma padaria, uma lareira e a despensa. As comidas que a rainha servia eram preparadas nessa casa.


Na fábrica de laticínios (ao lado do "farol") eram produzidos queijos e cremes. Era ali também que o leite era desnatado e a manteiga feita. Já o "farol" servia como depósito.

Foto: Arnaud 25
Torre em formato de farol e fábrica de laticínios

Foto: Starus
Sala onde a rainha provava os laticínios produzidos na fazenda - toda coberta de mármore.

Apesar de levar uma vida simples, ordenhando vacas e usando roupas de camponesas, no que diz respeito ao interior das construções, não havia nada de simples. O interior das casas, assim como os utensílios do dia a dia utilizados por ela eram super confortáveis e cheios de luxo, como ela e suas amas eram acostumadas.

Foto: ?
Balde utilizado por Maria Antonieta para ordenhar vacas.


A rainha possuía um edifício só para se trocar, o Boudoir.
Foto: Starus
Boudoir

Foto: Starus
Casa do caseiro

Foto: Starus


Abandonado na época da Revolução Francesa, o local ficou esquecido até a década de 1990, quando foi renovado e aberto ao público. Não é possível visitar o interior das casas, mas o passeio ao redor delas já vale a visita.

Para quem estiver cansado ou apenas com pouco tempo, há um trem que roda dentro da propriedade, facilitando a vida de quem quer visitar não só o Palácio de Versalhes, mas também o Petit Trianon e a Hameau de la Reine.


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Fonte:

19.11.12

Lucca (Toscana) - Itália

Piazza Anfiteatro


Clássica cidade medieval da Toscana - Itália - Lucca é uma pequena província de aproximadamente 80.000 habitantes que conseguiu manter-se preservada durante todos esses anos.

Foto: NH53
Muros de Lucca

Suas ruas, praças, construções e monumentos contam a história de tudo por que a cidade já passou ao longo de sua existência: período romano, idade média, período napoleônico até o renascimento, quando foi construído um muro ao seu redor, facilitando assim a preservação do antigo núcleo urbano.

Pessoas caminhando sobre o muro de Lucca

O muro possui quase 5 quilômetros de comprimento e foi construído para proteger a cidade dos inimigos, mas a cidade nunca chegou a ser sitiada. Hoje, tanto os muros quanto a área verde ao redor são usados por moradores e visitantes para caminhadas, passeios de bicicleta e piqueniques. O passeio sobre o muro proporciona uma vista muito bonita da cidade.

 
Foto: Graeme Maclean                            Foto: VT Professor

Torre Guinigi


Um outro ponto turístico que permite ver Lucca como um todo é a Torre Guinigi. De cima da torre é possível ver grande parte da antiga cidade medieval, o que facilita a entender como era a vida por dentro dos muros.

Vista da cidade de cima da Torre Guinigi


Depois de passear sobre os muros, e observar a cidade de cima da Torre, pegue seu par de tênis e vá caminhar pelas ruas. Como toda cidade medieval, Lucca possui ruas muito estreitas que de repente se abrem para grandes praças com prédios antigos e cheios de detalhes. Aproveite para observar estes detalhes e fotografar bastante.



Os estilos arquitetônicos demostram as diferentes colonizações por que Lucca passou. A igreja San Michele in Foro possui fachada medieval com alguns detalhes renascentistas. Em sua fachada rostos de famosos e importantes personagens italianos podem ser vistos, entre eles o de Giuseppe Garibaldi.


Igreja de San Michele in Foro


Com um estilo que copia as grandes praças francesas, a Piazza Napoleone foi criada durante a ocupação francesa pela irmã de Napoleão Bonaparte, Elisa Baciocchi. Para sua construção foram demolidas casas, lojas e até uma igreja. As fachadas dos prédios vizinhos foram tampadas com árvores para que o Palácio Ducal (também conhecido como Palácio Público) se sobressaísse. 


Piazza Napoleone


O coração da cidade possui características romanas. A praça principal, Piazza Anfiteatro (também conhecida como Praça do Mercado), era um antigo anfiteatro construído para espetáculos e jogos de gladiadores. Já na Idade Média tornou-se praça e era o local onde aconteciam assembleias populares, mas só depois é que edificações foram feitas aproveitando parte dos arcos originais nas fachadas das lojas.





Outro importantíssimo ponto turístico e cartão postal da cidade é a Catedral de San Martin (Duomo di San Martin), construída em um ponto estratégico da cidade, no cruzamento das duas ruas principais, e perto da muralha. A catedral possui formas românticas e assimétricas e, não se sabe o porque, seu interior não acompanha o mesmo estilo, tendo sido decorado com formas góticas.




Enquanto estiver andando pelos muros de Lucca, você verá um palácio chamativo e cheio de jardins. É o Palácio Pfanner, que ganhou esse nome em 1800, quando foi adquirido por um cervejeiro austríaco que foi convidado a morar na cidade para dirigir a fábrica de cerveja local. O Palácio está aberto a visitação e em seu interior podem ser vistos afrescos, assim como objetos de um de seus moradores, que foi médico e prefeito de Lucca entre 1920 e 1922.


Palácio Pfanner


O Palácio já foi utilizado em vários filmes italianos, representando a casa típica da nobreza, mas sua parte mais encantadora é mesmo o jardim, que além de plantas mediterrâneas e exóticas possui ainda piscinas, estátuas e flores.


Jardins do Palácio Pfanner



Vista aérea da cidade com seus muros e entornos verdes



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Fonte:
Wikipédia
In Italy Today
Italy Guides
Lucca.info

8.8.12

Trondheim (Sør-Trøndelag) - Noruega

Foto: Siouz

Fundada em 997 pelo rei Olav Tryggvason, Trondheim é uma pequena cidade norueguesa com pouco menos de 200.000 habitantes espalhados em 342 km². Apesar de pequena, é a terceira maior cidade da Noruega, e foi sua primeira capital, entre os anos de 1030 e 1217.

Foto: K_ribou

O nome original da cidade, Nidaros (que significa foz do rio Nid), foi dado pelo rei Olav, mas depois a cidade começou a ser chamada de Kaupang i Trondheim, e finalmente Trondheim. Devido a questões relacionadas à língua e ao nacionalismo, diversas cidades norueguesas trocaram seus nomes entre os anos de 1925 e 1930, e com Trondheim não foi diferente. Uma lei definiu que a cidade deveria voltar a se chamar Nidaros, reafirmando a ligação da cidade com o seu passado glorioso, mas através de um referendo, a população se mostrou contra essa mudança e 1 ano depois o nome Trondheim foi restabelecido. 


Situada junto ao fiorde Trondheim, a cidade é cercada por belas colinas arborizadas e é também cortada pelo rio Nidelva. Foi e ainda é um local de peregrinação popular, centro eclesiástico, e cidade onde os novos reis da Noruega recebem suas bênçãos.


Foto: Maria Uldahl

Apesar de estar localizada bem ao norte do globo, durante o inverno a cidade é afetada pela Corrente do Golfo, o que geralmente aquece o ar ao longo da costa, tendo como resultado quedas de neve moderadas, e fazendo com que a cidade seja um ótimo destino turístico durante todo o ano.

Foto: janoscar

No solstício de inverno, o sol nasce às 10:00 e fica muito abaixo da linha do horizonte, se pondo às 14:30. O que parece estranho para nós, pode ser também muito divertido e bonito, já que os moradores iluminam tudo com velas e luzinhas. Em dezembro é montada uma grande árvore na praça central, iluminando todas as lojas ao redor.

Foto: Tim Boric

No solstício de verão, o sol nasce às 3:00 e se põe às 23:40, e com a claridade que dura praticamente o dia todo, fica bem mais fácil conhecer as praias e caminhar pela cidade e seus arredores.

Foto: mpdude
Residência Real Oficial de Trondheim

Construída originalmente em 1774, a residência real possui 140 salas que constituem 4.000 metros quadrados, sendo, possivelmente, o maior edifício de madeira do norte da Europa, e tem sido usado por membros da realeza e seus hóspedes desde 1800.


Catedral de Nidaros

Mais importante local de peregrinação do norte da Europa durante a Idade Média, a Catedral de Nidaros, construída a partir de 1070, é o mais importante monumento gótico da Noruega. Durante a Idade Média e após a independência, a catedral sempre foi a igreja de coroação dos reis noruegueses, mas a partir de 1957 a coroação foi substituída pela consagração, e em 1991, ali foram consagrados o atual rei, Harald V, e a rainha Sonja.

Foto: ystenes

A cidade sofreu vários incêndios em sua história, e como a maioria de suas construções era de madeira, a maioria dos incêndios causou enormes danos. Em 1651, o fogo destruiu 90% da cidade, e o incêndio de 1681 levou a uma quase total reconstrução da cidade, quando foram criadas ruas largas e retas para impedir novos incêndios de grandes proporções.

Foto: ystenes
Bakklandet

Dominado por pequenas casas de madeira e ruas estreitas, Bakklandet é um bairro localizado no lado leste do rio, e está entre as principais atrações turísticas da cidade. Em 1965 havia um plano rodoviário que propôs que a área fosse demolida para dar lugar a uma auto-estrada de quatro pistas, mas o plano não foi recebido muito bem pelos moradores e no início de 1980 foi arquivado. Ainda bem né!


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Fonte:

24.6.11

Cagliari (Sardenha) - Itália


Principal cidade e também capital da Sardenha - ilha italiana localizada no Mar Mediterrâneo, Cagliari é um município com apenas 85 quilômetros quadrados, porém com quase 160 mil habitantes.


Foto: Jedidi

Antiga capital do Reino da Sardenha (que em 1861 se tornou Reino da Itália), a cidade é um importante centro cultural, educacional, político e artístico.



Porta de entrada da Sardenha, Cagliari oferece muito mais do que belas praias de águas cristalinas. Além de ser um museu aberto, o que por si só já faz valer a visita, a cidade possui ainda atrativos naturais como lagoas e reservas naturais.


Foto: Luigi FDV
Rio Picocca (Rio Cannas + Rio Ollastu)

Como na maioria das cidades históricas, Cagliari possui um centro antigo e um mais moderno. Isso se explica pois na maioria das vezes as cidades mais antigas não possuem espaço para crescerem, então vão se expandindo com a criação de áreas separadas desses centros, e portanto, com características mais modernas.
Em sua parte velha, Castelo (um bairro) é uma antiga fortificação que resistiu ao tempo, conservando parte de seus antigos muros e torres medievais. Centro político, religioso e administrativo, é lá que se encontram os principais edifícios e mais antigas igrejas da cidade.


Torre do elefante

 
Foto: ganjedi
Torres medievais

Além dos inúmeros museus, ao passear pela cidade é possível encontrar também diferentes tipos de oficinas de restauração. São restaurações que vão desde móveis à cerâmica e papel machê.


Galeria de Arte

Durante o ano acontecem muitos festivais, mas o mais importante deles é o chamado "Sagra di S. Efisio", uma mistura de fé e folclore, com roupas supercoloridas. O festival acontece todo dia 1º de maio, e teve início em 1652, quando a cidade foi devastada pela peste e, temendo que isso voltasse a acontecer, o conselho da cidade prometeu fazer esse festival todos os anos, como forma de pedir e agradecer a intercessão do santo para acabar com a terrível doença.

Foto: rpuddinu
Foto: Graziella 
Foto: rpuddinu

 Festival Sagra di S. Efisio


A cidade possui um time de futebol, o Cagliari Calcio, formado em 1920, e que atualmente disputa a série A do campeonato italiano.

Bastião de Saint Remy - Palácio Boyl

A gastronomia local oferece tanto pratos elaborados com alimentos vindos do mar, como pratos a base de carne vermelha. São comuns os peixes assados, presunto de javali, mexilhões cozidos no vinho branco, além dos muitos tipos de pães.

As carnes tradicionais da sardenha são leitão,cordeiro e cabrito assados no espeto, mas para os mais aventureiros, existem pratos como a "sa cordula", intestino de cordeiro limpo, recheado com ervilhas e uma variedade de carnes, ou o "sanguinaccio", linguiça de sangue de porco adoçada com passas e açúcar.



É muito comum os turistas alugarem bicicletas para conhecerem a cidade (bicicletas para aluguel podem ser encontradas facilmente), unindo o útil ao agradável, depois de provar as delícias locais.



Uma curiosidade local é que em Poetto, a mais popular praia local, os moradores costumam usar as paradas de ônibus como ponto de referência (e de divisão das diferentes áreas de interesse dos turistas). Na "First Stop" é onde os amantes de esportes se reúnem, já na "Fourth" o clima é totalmente outro, com som bem alto e muitos jovens marcando presença.

Foto: Daniela
Poetto

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Fonte: 
http://en.wikipedia.org/wiki/Cagliari